O Prime Video marcou para 15 de novembro a estreia da sexta temporada de The Chosen, a que vai mostrar a crucificação. Chegam três episódios de uma vez, e depois um por semana até 6 de dezembro. A sétima temporada será a última.
A série criada por Dallas Jenkins nasceu de financiamento coletivo e virou um fenômeno que o Brasil abraçou cedo: a quarta temporada foi exibida só nos cinemas daqui, em 2024, com Jonathan Roumie (Jesus), Paras Patel (Mateus) e Lara Silva, a brasileira que interpreta Eden, mulher de Pedro, em visita a São Paulo e ao Rio. A quinta, sobre a Última Ceia, estreou nas salas em abril de 2025 e depois chegou ao Prime Video, além do catálogo da Netflix e do aplicativo gratuito da série.

1. Seu passado não decide o seu nome
No primeiro episódio, Maria Madalena aparece vivendo em desespero, e Jesus a chama pelo nome. Ela se vira. A cena fixa o tom da série: antes de qualquer doutrina, alguém é visto como pessoa.
2. Perguntar já é um começo
Nicodemos, fariseu respeitado, procura Jesus à noite para fazer perguntas que não faria em público. A série não o transforma em herói de imediato, e isso é parte da lição: dúvida sincera não é falta de fé, é o caminho de quem leva o assunto a sério.
3. Quem discorda pode caminhar junto
Mateus cobrava impostos para Roma. Simão, o zelote, queria Roma fora de Israel. Os dois foram chamados pelo mesmo homem, e a série mostra o incômodo no dia a dia. O ensinamento é prático: a convivência vem antes da concordância.
4. Misericórdia vem antes de regra
Um episódio da segunda temporada leva o tema no título, “Mercy and Not Sacrifice”, e mostra Jesus diante dos fariseus que criticam a mesa dele. A cena lembra que a pessoa vale mais do que o cumprimento da norma.
5. A fé suporta raiva e luto
Na terceira temporada, Pedro enfrenta a perda do filho que Eden esperava, e a fé dele entra em crise. A série não apressa a resposta: deixa o silêncio, a raiva e a distância existirem antes de a reconciliação chegar. Pode ser o ponto mais honesto do seriado.
6. Construir sobre rocha dá trabalho
O Sermão da Montanha, que a série prepara desde o fim da segunda temporada e entrega na terceira, tem a parábola das duas casas. A mensagem é simples: o que se constrói sem base cai na primeira tempestade.
7. Pouco entregue pode virar muito
O milagre dos cinco mil mostra um gesto pequeno diante de uma multidão faminta. A série combina os relatos dos Evangelhos para contá-lo, e o foco está em quem decide dividir o que tem, em vez de guardar.
8. Jesus aparece na tempestade
Logo depois, os discípulos enfrentam uma tempestade no mar da Galileia, e Jesus caminha sobre as águas. A cena marca um momento decisivo entre Jesus e Pedro: a fé não elimina a tempestade, e a presença aparece no meio dela.
9. Fazer o bem tem custo
Na quarta temporada, Jesus ressuscita Lázaro no episódio “The Last Sign”. O milagre dá esperança a muita gente e aciona a cadeia de eventos que leva à morte de Jesus. É um aviso incômodo: o bem feito de verdade provoca reação.
10. Cuidado com o Messias que você inventou
Na Última Ceia, na quinta temporada, a série mostra Judas confrontado com a distância entre o Messias que esperava e o que tinha diante de si. A leitura mais clara da série é que a traição nasce de uma expectativa frustrada, não de maldade pura.














