O ataque mais perigoso de Brainiac em Absolute Superman #25 não depende de força, e sim de uma escolha que o herói não quer fazer. Na prévia da edição, que chega às lojas e às plataformas digitais nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, o vilão despeja sobre o Homem de Aço uma horda de clones de si mesmo e manda todos se chocarem contra ele em pleno voo. É o capítulo final do arco Get Brainiac, e a leitura mais provável é que o plano seja menos derrubar Superman do que quebrar a convicção dele.
O que a prévia mostra
Os clones funcionam como munição. De acordo com a Screen Rant, a miniaturização da nave de Brainiac, que parecia apenas um jeito de se esconder, serviu de preparação: a frota reduzida entrega uma legião de cópias que se arremessa contra Superman sabendo que vai morrer. O próprio herói resume a mistura de clones, tecnologia de encolhimento e um Brainiac sádico como uma receita para o horror.
Pela lógica da cena, desviar, resistir e golpear custam vidas, cada um do seu jeito, e nenhuma resposta sai limpa. Esse tipo de armadilha só funciona contra quem tem consciência, o que ajuda a explicar por que Brainiac, entre os inimigos do Superman, parece o mais bem equipado para esta fase.
A regra de não matar na mira
Em 24 números, a série manteve o herói do lado certo dessa linha. O mais perto que ele chegou de perder o controle foi diante do Toyman, na edição #23, e mesmo ali o código resistiu. Agora existe uma discussão legítima sobre se ver clones se desfazerem contra o próprio corpo conta como morte provocada por ele. Eles agem como drones, mas são seres vivos, e a série já mostrou, num arco anterior, Superman convencendo clones a se voltarem contra o Brainiac original.
A crueldade do golpe está justamente aí: o vilão tira do herói o tempo de convencer.
Um Brainiac feito para este momento
A série de Jason Aaron e Rafa Sandoval estreou em 6 de novembro de 2024, dentro da linha Absolute da DC, uma continuidade à parte das revistas principais. O Brainiac dela não é a máquina limpa e disciplinada de sempre. Desde a edição #7, de maio de 2025, ele aparece como uma mistura de carne, próteses e programação, que tortura humanos e as próprias cópias em busca de uma resposta sobre o herói.
A miniaturização, aliás, é assinatura antiga. Criado por Otto Binder e Al Plastino em Action Comics #242, de 1958, o personagem estreou ao lado da cidade engarrafada de Kandor. Aaron pega esse traço clássico e o usa como arma, em vez de coleção.
O arco Get Brainiac começou na #22, com Metallo no caminho, passou pelo Toyman na #23 e agora chega ao confronto final. Antes disso, o vilão já havia massacrado a família do Lex Luthor desta realidade, numa aposta de que o trauma despertaria um Luthor adormecido, ao menos na lógica dele.
O que vem a seguir
A edição tem 40 páginas, texto de Aaron e arte de Juan Ferreyra, Carmine Di Giandomenico e Rafa Sandoval. A DC promete que o final leva Superman a uma nova era, e há indícios de que ela passe pelo espaço e pela Zona Fantasma, mas nada disso está confirmado. Quem chega agora pode ler a #25 sabendo só o essencial: Superman caça Brainiac desde a #22.

















