O título é Get Jiro, série animada da DC Studios e da Warner Bros. Animation, baseada no romance gráfico de 2012 que o chef Anthony Bourdain escreveu com Joel Rose para o selo Vertigo da DC. A arte original é de Langdon Foss e Alé Garza. A estreia foi em 3 de outubro, à meia-noite, no bloco Toonami da Adult Swim, e os episódios chegam ao HBO Max no dia seguinte.
A série tem dez episódios, e o sexto foi ao ar no fim de semana do Halloween. Os quatro finais devem sair nas próximas semanas.
A premissa
A história se passa numa Los Angeles futurista, dividida entre os ricos, nos arranha-céus do Anel Interno, e os pobres, nas ruas do Anel Externo. A boa comida virou o bem mais valioso da cidade, e os grandes chefs viraram chefes do crime. Jiro (Brian Tee) é um sushiman misterioso que abre uma lojinha no Anel Externo.
Depois de ter seu sushi desrespeitado, ele mata os chefs rivais a serviço de Bob (Titus Welliver), dono do restaurante mais elitista do Anel Interno. A vingança de Bob joga Jiro nos braços de Rose (Alison Pill), mestre da culinária vegana que prepara um produto capaz de tornar a carne obsoleta. O filme de gângster vira guerra de cozinhas, e só no meio do caminho os chefs percebem que o silencioso sushiman é mais esperto, e mais perigoso, do que parece.
Por que passou despercebida

O ano da DC foi barulhento. Supergirl rendeu US$ 126 milhões contra um orçamento de US$ 170 a 186 milhões e tem 52% no Rotten Tomatoes. Lanterns foi o grande sucesso da HBO, com 91% de aprovação da crítica e média de mais de 19 milhões de espectadores no HBO Max. Clayface fez cerca de US$ 83 milhões com orçamento em torno de US$ 40 milhões. Nesse cenário, uma animação para adultos exibida de madrugada pela Adult Swim quase não aparece como produto da DC.
A promoção também foi discreta, e a própria cobertura do ComicBook.com aponta isso como o problema central. A série herda o espírito do selo Vertigo, e quem não conhece o quadrinho dificilmente associa o nome à marca.
O que a crítica diz
A série tem 89% no Rotten Tomatoes, mas a amostra é pequena, com sete críticas, e o número pode mudar bastante. O ComicBook.com compara o estilo visual ao de Blue Eye Samurai, da Netflix, com anime misturado ao desenho ocidental, e destaca as cenas de ação, que transformam técnica de cozinha em arma. Há violência no nível de um filme de ação com classificação para maiores, e o clima de sátira da cultura gastronômica lembra a mão de Bourdain, que morreu em 2018.














