Cada uma trocou algo do original, e o público não acompanhou a troca. Os cinco filmes abaixo foram bem recebidos por quem os viu, e mesmo assim saíram da conversa pouco depois de estrear. Todos são de 2024 a 2026, todos têm nota de crítica ou de público acima de 70% no Rotten Tomatoes, e todos faturaram menos do que o filme anterior da série, ou ficaram perto disso.
Isso não é coincidência. Cada sequência mexeu numa peça central do original: a vítima, o tom, a escala, o ponto de vista. A bilheteria cobrou por isso, mas os filmes seguem melhores do que a fama.
Smile 2 (2024)
O primeiro Smile fez US$ 217 milhões com US$ 17 milhões de orçamento. A continuação trocou a vítima anônima por uma estrela pop: Naomi Scott vive Skye Riley, prestes a sair em turnê. Parker Finn voltou a escrever e dirigir, e Kyle Gallner reaparece como Joel, o sobrevivente do primeiro filme.
O filme abriu com US$ 23 milhões, um pouco acima do original, e terminou perto de US$ 138 milhões, com orçamento de US$ 28 milhões. A crítica gostou mais dele do que do primeiro: 86% contra cerca de 80%. O público não repetiu a dose, e a conversa acabou ficando com o filme de 2022.
Black Phone 2 (2025)
Aqui a troca foi de gênero dentro do gênero. O primeiro filme era um sequestro com toques sobrenaturais. O segundo, passado em 1982, quatro anos depois, põe o Grabber (Ethan Hawke) de volta do além para atormentar Gwen (Madeleine McGraw) pelos sonhos. Scott Derrickson dirige de novo, com o elenco original.
Abriu com US$ 26,5 milhões, acima do primeiro, e passou dos US$ 100 milhões mundiais em três fins de semana. Isso aconteceu num Halloween fraco, sem nenhum filme acima de US$ 10 milhões no fim de semana. A crítica ficou dividida, com 74%, e o público foi mais generoso, com 84%. Um filme com esse perfil quase nunca vira assunto, porque ninguém precisa defendê-lo nem atacá-lo.
Evil Dead Burn (2026)
O sexto filme da série trocou humor por brutalidade, e é por isso que divide. Estreou em 10 de julho com US$ 13,7 milhões nos Estados Unidos, contra US$ 24,5 milhões de A Ascensão do Mal. A crítica ficou em 71% e o público em 81%. Parte dos críticos reclamou da falta de verve, e parte da imprensa de terror o chama de uma das entradas mais fortes da série.
Evil Dead Wrath já terminou as filmagens e está previsto para 2028, então a franquia segue. Burn é o único da lista em que a briga é sobre gosto, não sobre qualidade medida.
Ready or Not 2: Here I Come (2026)
O original era um jogo de esconde-esconde numa mansão. A sequência amplia para uma conspiração: Grace (Samara Weaving) reencontra a irmã Faith (Kathryn Newton) e as duas são caçadas por cinco famílias de elite para um ritual. O elenco ganhou Sarah Michelle Gellar, Elijah Wood e David Cronenberg, e a dupla Radio Silence, que dirigiu o primeiro, está de volta.
A mitologia nova é o ponto fraco, já que o culto que controla o mundo é uma ideia que o gênero usa há décadas. O resto funciona, e a nota do público, 90%, mostra isso. Mas abriu com US$ 9,1 milhões e fechou perto de US$ 43 milhões, contra US$ 57,6 milhões do original, que custou apenas US$ 6 milhões.
28 Years Later: The Bone Temple (2026)
É o filme com a maior distância entre o que a crítica disse e o que a bilheteria mostrou. Nia DaCosta dirige, a partir de roteiro de Alex Garland, e muda o foco da história: o garoto Spike (Alfie Williams) fica com o grupo de Jimmy Crystal (Jack O’Connell), enquanto o Dr. Kelson (Ralph Fiennes) avança numa cura. Cillian Murphy volta ao papel de Extermínio.
Estreou com 93% no Rotten Tomatoes, acima dos 89% de 28 Years Later, dos 87% de Extermínio e dos 73% de Extermínio 2. A abertura de US$ 15 milhões ficou abaixo dos US$ 20 milhões projetados, e o total mundial ficou perto de US$ 58 milhões contra um orçamento de US$ 63 milhões. O filme chegou apenas cerca de seis meses depois do anterior, o que a própria diretora aponta como parte do problema. O terceiro filme da trilogia já estava em andamento, mas essa bilheteria joga dúvida sobre ele.













