Poucos celulares de entrada duram tanto quanto o Redmi 17 5G. No teste de Wi-Fi do Notebookcheck, publicado em 28 de outubro de 2026, o aparelho aguentou 25 horas e 44 minutos. O site também diz que o telefone passa vários dias sem tomada. O problema é o restante da ficha: desempenho modesto, tela de baixa resolução e câmera limitada, o que rendeu nota 72% na análise do site alemão.
O que ele acerta
A bateria é de silício-carbono, de 7.500 mAh, com carregamento de 45 W. Segundo a ficha do Tecnoblog, o aparelho chega a 51% em 40 minutos e a 100% em 96 minutos. O Redmi 15 5G, antecessor, tinha 7.000 mAh.
O segundo ponto forte é o suporte: a Xiaomi promete atualizações de segurança até 2032, ou seis anos desde o lançamento, num ciclo de cerca de 90 dias, mais quatro versões do Android, segundo o Notebookcheck. Para a faixa de preço, isso não é comum.
A lista de extras também agrada. O Redmi 17 5G tem certificação IP64, entrada P2 para fones, leitor de microSD, NFC e alto-falantes estéreo. Uma luz de notificação colorida fica no módulo de câmera, e a tela IPS de 6,9 polegadas e 120 Hz não tem PWM, a oscilação que incomoda pessoas sensíveis.
Onde ele tropeça

O Snapdragon 4 Gen 5 faz 957 pontos no Geekbench 6 em núcleo único e 1.538 em multinúcleo, números modestos, e a análise registra engasgos ocasionais no sistema. A memória é de 4 GB, com armazenamento UFS 2.2.
A tela é HD+ (1600 x 720), e o Notebookcheck descreve a imagem como um pouco lavada. O brilho máximo medido foi de 676 nits, e os reflexos atrapalham ao ar livre.
A câmera traseira é uma só, de 50 MP, e rende fotos aceitáveis com luz de dia. No escuro, as imagens perdem detalhe, e o vídeo vai só até 1080p a 30 quadros. O HyperOS 3 também traz anúncios e apps pré-instalados, e a garantia europeia é de apenas 12 meses. Não há suporte a eSIM.
Um passo atrás em relação ao antecessor
O Tecnoblog resume bem a troca: o Redmi 17 5G perde resolução de tela e RAM em comparação ao modelo anterior, enquanto ganha bateria. A Xiaomi apostou numa única qualidade e economizou em outras.
Preço e Brasil
Na China, o aparelho estreou em 6 de agosto por um preço equivalente a R$ 760, segundo o Canaltech. Na Alemanha, o preço sugerido para a versão de 4 GB e 128 GB é de 259,90 euros, e o Notebookcheck diz que já se encontra abaixo de 200 euros em várias lojas. No Brasil, a Anatel homologou o modelo em setembro, mas não há data nem preço de lançamento.
A recomendação do Notebookcheck é clara: o Redmi 17 5G é boa escolha para quem quer um celular barato que dure mais que a média e não precisa de muita potência. Resta saber quanto a versão brasileira vai custar.











