Blue Lock: 7 animes para quem gosta de rivalidade e competição

Blue Lock voltou a ser assunto porque a terceira temporada já tem título, Neo Egoist League, mas segue sem data de estreia, segundo o Popverse. Quem acompanhou Isagi, Bachira e companhia sabe como é a espera: o vazio que fica depois de tanta disputa por uma vaga de atacante.

Para preencher essa lacuna, separei sete animes em que a rivalidade é o motor da história. Nem todos jogam futebol, e a diferença é proposital. O que me interessa aqui é a tensão de olhar para alguém e pensar “eu preciso vencer essa pessoa”.

Ao Ashi

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Começo pelo mais próximo, porque joga no mesmo campo. Ashito Aoi é um garoto do interior que o treinador Tatsuya Fukuda descobre e leva para a base de um clube profissional, o Tokyo City Esperion. O mangá é de Yuugo Kobayashi e o anime é da Production I.G.

A diferença para Blue Lock está na escala. Aqui ninguém vive trancado num prédio de testes, e a competição acontece dentro de uma estrutura de clube de verdade, com promoção de categoria, corte e colegas de posição disputando o mesmo espaço. O ego também é treinado, só que sem cenário de ficção científica.

Kuroko no Basket

Pense em Blue Lock, troque a bola e dê a cada jogador um superpoder esportivo. Na Seirin, o ala Taiga Kagami e o discreto Tetsuya Kuroko enfrentam a Geração dos Milagres, cinco prodígios do basquete colegial, entre eles Daiki Aomine e Ryota Kise.

O exagero é parte do charme. Cada rival tem uma habilidade que parece quebrar o esporte, e a graça está em descobrir como um time de gente normal responde a isso. Foram três temporadas pela Production I.G, e Aomine é o tipo de rival que o fã de Blue Lock reconhece de longe.

Ping Pong the Animation

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Este é o menos óbvio da lista, e talvez o que mais dói. São onze episódios dirigidos por Masaaki Yuasa, a partir do mangá de Taiyo Matsumoto, com os amigos Peco e Smile no tênis de mesa do colégio.

Quando um deles percebe que o outro tem mais talento do que imagina, a amizade passa a conviver com a competição. Eu diria que é o anime que melhor explica por que vencer um amigo pode ser mais difícil do que vencer um estranho. O traço é feio de propósito e funciona.

Hajime no Ippo

Hajime no Ippo: It

Ippo Makunouchi apanhava na escola até esbarrar num boxeador. A partir daí, o mangá de George Morikawa, publicado desde 1989, vira uma enciclopédia de rivalidades, e a mais famosa é a do próprio Ippo com Ichiro Miyata.

Miyata trata o confronto como objetivo de vida, e o anime da Madhouse sabe esperar. Aqui a rivalidade é construída em dezenas de lutas antes de acontecer, o que dá peso a cada encontro. Se você gosta do lado de pancada psicológica, comece por ele.

Chihayafuru

Chihayafuru: How the Cult-Hit Series Combines Shojo, Shonen and Josei

Competição de cartas de poemas parece pouco, até você ver Chihaya Ayase em quadra, ou melhor, no tatame. O karuta competitivo ganha a intensidade de uma final olímpica, com reflexo, memória e disputa por vaga em campeonato.

A obra, de Yuki Suetsugu e animada pela Madhouse, tem três temporadas e um triângulo de rivalidade e afeto entre Chihaya, Taichi Mashima e Arata Wataya. Há ainda Shinobu Wakamiya, a rainha, que funciona como o chefão final de quem quer subir de nível.

Hikaru no Go

Yumi Hotta escreveu e Takeshi Obata (o mesmo de Death Note) desenhou. Hikaru Shindo é um garoto que passa a dividir o corpo com o fantasma de Fujiwara no Sai, um mestre de Go do período Heian.

A rivalidade central é com Akira Touya, filho de um jogador profissional que não consegue aceitar perder para alguém que, aparentemente, aprendeu ontem. São 75 episódios do estúdio Pierrot, lançados entre 2001 e 2003, e o ritmo é lento, mas o confronto entre os dois vale a espera.

Haikyu!!

Fecho com o mais querido. Shoyo Hinata e Tobio Kageyama começam como inimigos no colégio e acabam dividindo a quadra no Karasuno, em uma dupla que só funciona porque os dois se odeiam um pouco menos a cada jogo.

O mangá é de Haruichi Furudate e o anime é da Production I.G. O que o torna especial é que a rivalidade não fica só com o parceiro: Oikawa, Ushijima e quase todo adversário ganham lógica própria. É a lista que deixa claro que competir não é só ganhar, é querer jogar de novo contra quem te venceu.

Feleciano Murene
Jornalista com mais de 5 anos de carreira, sempre trabalhando para manter os seus leitores sempre muito bem informados sobre o que acontece no mundo. Apaixonado por carros e tecnologia, vive em um multiverso.